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UM NEGRO, PRESIDENTE DA OAB-MA!

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*Por Armstrong Lemos.
No dia 20 de novembro comemorou-se, com direito a feriado estadual, o dia da consciência negra no Maranhão. Proveniente da Lei 10.747 criada pela Assembleia Legislativa em 12 de dezembro de 2017, de autoria do deputado estadual Zé Inácio, com sanção do governador, a data é dedicada à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira, enquanto reflexo da Lei nacional de número 12.519, sancionada pela presidente Dilma. A data traz um significado importante, na medida em que cunha na consciência coletiva a reflexão sobre a discriminação racial e a necessidade de vivermos em sociedade irmanados enquanto um coletivo humano, sem que a cor e outras variáveis individuais sejam objeto de julgamento discriminatório. Próximo desta mesma data, no dia 23 de novembro de 2018, teremos eleições para a seccional da OAB do Maranhão e, entre essas duas datas, um fato especial nos chama a atenção. Pela primeira vez tem-se um candidato negro, de origem humilde, filho de bairro …

Um passo à frente, e não estaremos mais no mesmo lugar.

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*Por Armstrong Lemos

Um certo tempo afastado da escrita, pelos afazeres da vida, volto a externar as minhas reflexões, indagações e sugestões ao mundo, afinal, não viemos a esta terra só para poluir, como sempre destaco.
Nós, seres humanos, temos uma missão maior: evoluir, enquanto individuo, e contribuir com a evolução da sociedade, para além de si, pois o caráter social do homem, como já havia destacado Aristóteles, é uma necessidade natural, afinal, ninguém é feliz sozinho. E para que haja evolução, tomando emprestada a frase poética do cantor nordestino Chico Science na música “ Passeio no Mundo Livre” - que intitula este artigo - é preciso darmos um passo à frente, para não ficarmos no mesmo lugar.
Mas há que indagarmos, que lugar queremos no mundo? Qual mundo queremos para nós e para as futuras gerações?
Certamente há diversidade na visão de mundo, em decorrência de inúmeros fatores, dentre estes o religioso e o cultural, no entanto, essa diversidade não pode ser algo que nos afaste…

Juízes: menos, por favor, menos!

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Imagem ilustrativa, autor desconhecido.

*Por Armstrong Lemos

Há um ditado popular que humoriza a importante atividade jurisdicional exercida por cidadãos de toga: os juízes. Dizem que os juízes pensam que são deuses e os desembargadores têm certeza. Na verdade, o dito popular é para destacar a vaidade intelectual sustentada por alguns membros do judiciário que compreendem o seu papel como aquele que está acima da sociedade, e não como parte necessária dela. Ao juiz, diferentemente do político a quem a sociedade julga pelo voto, e muitas das vezes é mau julgado por não atender os desejos viciosos de uma coletividade, é dada uma das tarefas mais nobres, preservar a ordem social por meio da aplicação de decisões sustentadas na sistemática jurídica vigente, construída pela cultura social e política do povo, que tem no parlamento a expressão da sua vontade, positivada em leis, sem que disso decorra um julgamento político periódico das suas decisões por meio de recondução eletiva, pois, a cont…

Homenagem às mães de Mirinzal

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O advogado Armstrong Lemos, em mensagem às mães da sua cidade, Mirinzal, no Estado do Maranhão.

DEMOCRACIA: NOSSA GARANTIA.

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*Por Armstrong Lemos

“A democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as demais”, disse Winston Churchill, estadista britânico, em meados de 1947, após o fim da segunda guerra contra as forças nazistas e fascistas.
A democracia, enquanto regime político de organização do estado e de intervenção da sociedade nos desígnios desse, é o resultado da convergência histórica de um processo de evolução política da própria sociedade, devolvendo ao cidadão a autonomia da decisão coletiva, em retribuição à renúncia do “estado de natureza”, situação filosófica formulada por Thomas Hobbes, para justificar o contrato social.
É bem verdade que em muitos países a democracia continua sendo um sonho distante da realidade e da cultura de muitos povos que experimentam séculos de regimes absolutistas, muitos destes ligados a preceitos religiosos fundamentalistas, ou, quando não, em ideologias fechadas.
A democracia, mais do que um regime, exprime a condição humana de liberdade do homem na sociedad…

Poesia do dia: A história de Elisa

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Por Armstrong Lemos

A HISTÓRIA DE ELISA
Nascida na várzea, nos campos verdejantes, Não era mulher, Não era santa, nem mensalina, Era apenas Elisa, a doce menina. Em seus sonhos e aspirações, esqueceu a maldade humana e se fez marginal, no pensamento alheio. O tempo quebrou a juventude, O tempo escarneceu a vaidade, O tempo rasgou-lhe a intimidade, e nela não mais se encontrou em plenitude. Era mulher? Era humana? Não sabia. A sua prisão não tinha portas, nem grades, era tão somente os olhos da sociedade e a baixa estima que consumia o seu peito. Era defeito? Tinha jeito? Não sei. Era Elisa. Era um tempo, que se foi às pressas no cronológico, mas em si, a passos mais curtos, pois quando se é dor, o tempo é desacelerado. Era mal tempo? Era indugente? Era para ser urgente? Não sei. Era Elisa, e só ela sabia a dor que sentia. Só ela sabia o peso nos olhos que outrora brilhavam, e que agora eram caminhos de lágrimas vertentes. Era sofrimento demais para um só coração de gente. O tempo passou, ainda não curou o to…

A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO

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*Por Armstrong Lemos

São os tempos, novos tempos, tempos de ignorância. Tempos de intolerância. Alguém poderia questionar se são novos, ou velhos tempos, a certeza é que são os nossos tempos. É triste constatar que, apesar da tecnologia e dos avanços da ciência, o homem (sem generalizações) prefere a escuridão, como fora na idade média.
A nossa capacidade de mudar está abafada pelo desejo egoísta da matéria.
Não mais pensamos no todo, mesmo quando a ameaça à vida é latente, como ocorre no meio ambiente, comprometendo as atuais e as novas gerações.
Na guerra da violência, não ponderamos, preferimos o sangue à análise dos seus reais motivos. Somos motivados pela praga das falsas noticias em redes sociais, e aos merchandising´s dos programa jornalísticos sensualistas que após anunciarem tragédias e destilarem ódio, seguem no quadro seguinte, após a hipnótica atenção do telespectador, para o comercial de vendas de suplemento alimentar e outros remédios miraculosos, atingindo o desejo mais im…