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Juízes: menos, por favor, menos!

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Imagem ilustrativa, autor desconhecido.

*Por Armstrong Lemos

Há um ditado popular que humoriza a importante atividade jurisdicional exercida por cidadãos de toga: os juízes. Dizem que os juízes pensam que são deuses e os desembargadores têm certeza. Na verdade, o dito popular é para destacar a vaidade intelectual sustentada por alguns membros do judiciário que compreendem o seu papel como aquele que está acima da sociedade, e não como parte necessária dela. Ao juiz, diferentemente do político a quem a sociedade julga pelo voto, e muitas das vezes é mau julgado por não atender os desejos viciosos de uma coletividade, é dada uma das tarefas mais nobres, preservar a ordem social por meio da aplicação de decisões sustentadas na sistemática jurídica vigente, construída pela cultura social e política do povo, que tem no parlamento a expressão da sua vontade, positivada em leis, sem que disso decorra um julgamento político periódico das suas decisões por meio de recondução eletiva, pois, a cont…

Homenagem às mães de Mirinzal

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O advogado Armstrong Lemos, em mensagem às mães da sua cidade, Mirinzal, no Estado do Maranhão.

DEMOCRACIA: NOSSA GARANTIA.

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*Por Armstrong Lemos

“A democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as demais”, disse Winston Churchill, estadista britânico, em meados de 1947, após o fim da segunda guerra contra as forças nazistas e fascistas.
A democracia, enquanto regime político de organização do estado e de intervenção da sociedade nos desígnios desse, é o resultado da convergência histórica de um processo de evolução política da própria sociedade, devolvendo ao cidadão a autonomia da decisão coletiva, em retribuição à renúncia do “estado de natureza”, situação filosófica formulada por Thomas Hobbes, para justificar o contrato social.
É bem verdade que em muitos países a democracia continua sendo um sonho distante da realidade e da cultura de muitos povos que experimentam séculos de regimes absolutistas, muitos destes ligados a preceitos religiosos fundamentalistas, ou, quando não, em ideologias fechadas.
A democracia, mais do que um regime, exprime a condição humana de liberdade do homem na sociedad…

Poesia do dia: A história de Elisa

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Por Armstrong Lemos

A HISTÓRIA DE ELISA
Nascida na várzea, nos campos verdejantes, Não era mulher, Não era santa, nem mensalina, Era apenas Elisa, a doce menina. Em seus sonhos e aspirações, esqueceu a maldade humana e se fez marginal, no pensamento alheio. O tempo quebrou a juventude, O tempo escarneceu a vaidade, O tempo rasgou-lhe a intimidade, e nela não mais se encontrou em plenitude. Era mulher? Era humana? Não sabia. A sua prisão não tinha portas, nem grades, era tão somente os olhos da sociedade e a baixa estima que consumia o seu peito. Era defeito? Tinha jeito? Não sei. Era Elisa. Era um tempo, que se foi às pressas no cronológico, mas em si, a passos mais curtos, pois quando se é dor, o tempo é desacelerado. Era mal tempo? Era indugente? Era para ser urgente? Não sei. Era Elisa, e só ela sabia a dor que sentia. Só ela sabia o peso nos olhos que outrora brilhavam, e que agora eram caminhos de lágrimas vertentes. Era sofrimento demais para um só coração de gente. O tempo passou, ainda não curou o to…

A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO

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*Por Armstrong Lemos

São os tempos, novos tempos, tempos de ignorância. Tempos de intolerância. Alguém poderia questionar se são novos, ou velhos tempos, a certeza é que são os nossos tempos. É triste constatar que, apesar da tecnologia e dos avanços da ciência, o homem (sem generalizações) prefere a escuridão, como fora na idade média.
A nossa capacidade de mudar está abafada pelo desejo egoísta da matéria.
Não mais pensamos no todo, mesmo quando a ameaça à vida é latente, como ocorre no meio ambiente, comprometendo as atuais e as novas gerações.
Na guerra da violência, não ponderamos, preferimos o sangue à análise dos seus reais motivos. Somos motivados pela praga das falsas noticias em redes sociais, e aos merchandising´s dos programa jornalísticos sensualistas que após anunciarem tragédias e destilarem ódio, seguem no quadro seguinte, após a hipnótica atenção do telespectador, para o comercial de vendas de suplemento alimentar e outros remédios miraculosos, atingindo o desejo mais im…

Domingo de ramos.

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Por Armstrong Lemos
Para os cristãos, o domingo de ramos, é a celebração da entrada de Jesus em Jerusalém, montado em um jumentinho - o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples que O aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”. Esse povo, há poucos dias, tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia e estava maravilhado, pois tinha a certeza de que esse era o Messias anunciado pelos profetas, mas, esse mesmo povo tinha se enganado com o tipo de Messias que Cristo era. Pensava que fosse um Messias político, libertador social, que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão.
Jesus, não era um líder político no sentido estrito da palavra. Não era o seu reino, como Ele mesmo dizia, desta terra. Era o reino dos céus. Cristo, na sua missão, veio para ensinar aos homens que a vida não era só a matéria. Que a morte, assim compreendida por diversas religiões, dentre estas as correntes espiritualistas, era apenas uma passagem para um cli…

ABSOLVER O LULA? CABRAL, GAROTINHO E O CIDADÃO...

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*Por Armstrong Lemos
O advogado maranhense Marcos Lobo, conhecido pela sua altivez no exercício da advocacia, na volta do recesso forense, publicou em seu site pormim.com.br, reproduzido pelo portal nacional brasil247.com, artigo em que pugna pela absolvição do ex-presidente Lula no caso tríplex (com reforma pelo TRF da sentença do juiz Sergio Moro) ao mesmo tempo em que exorta os seus leitores a adentrarem na polêmica saudável do debate dialético. Sem paixões ideológicas ou qualquer deferência positiva ou negativa, o nobre jurista maranhense fez uma alusão necessária à preservação do devido processo legal enquanto princípio basilar do Estado Democrático de Direito. Pela depreensão do que fora sustentado pelo jurista, o processo do Lula está eivado de ilegalidades sustentadas pela defesa e não consideradas pelo julgador de base, que, segundo o advogado, é fruto do exercício de um padrão de condenação moderno do copiar e colar, sustentado em juízo de valor antecipado, fruto de ilações p…